Ambev e Heineken são autuadas por trabalho escravo em terceirizada na Venezuela
Duas das maiores cervejarias do mundo, a Ambev e a Heineken foram autuadas por flagrante de trabalho análogo à escravidão em uma transportadora terceirizada. No total, 23 venezuelanos foram resgatados da empresa Sider.
Eles moraram por meses na cabine dos próprios caminhões que usavam para trabalhar e ficavam estacionados em Limeira e Jacareí, no interior de São Paulo.
Segundo informações do El País, no local os trabalhadores não tinham direito a alojamento nem acesso a água potável.
Cada um deles será indenizado em R$ 28.576,00.
Em nota, a Ambev confirmou o caso e se disse surpreendida pelo ocorrido com a terceirizada. A empresa informou que vai acompanhar de perto os desdobramentos na Justiça para garantir o pagamento de "todas as verbas e indenizações trabalhistas".
"Seguindo as orientações e com a concordância dos auditores fiscais do trabalho, garantimos que a fornecedora contratante fizesse o pagamento de todas as verbas e indenizações trabalhistas e que a transportadora providenciasse o retorno dos motoristas ao local de origem ou a vinda de seus familiares, conforme escolha de cada um", disse a assessoria.
A Heineken, por sua vez, reforçou que a empresa não possui nenhum vínculo com os motoristas flagrados em condições de escravidão e disse que repudia "completamente qualquer forma de atuação que não respeite os direitos fundamentais dos trabalhadores".
Por: Pórtico de Ouro News | Fonte: A Tarde

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